À MARGEM DO RIO

eu estive assoberbado nos últimos dias
e tropecei no meu próprio verbo
corri sem destino
falei sem pensar
sentei à margem do rio
e o deixei passar

não

eu quis que o rio parasse
veja só que audácia a minha
eu quis que o rio parasse

nada faz um rio parar
nada faz um rio deixar de ser o que ele é

um rio

queira você ou não
um rio
vai ser sempre
um rio
e nada
mais

eu estive assoberbado nos últimos dias
mas porque
eu ainda não compreendi
o que eu estou fazendo
aqui

Um comentário:

Alexandre Brito disse...

oi Eder.

meu site mudou.
por favor atualize seu link para www.alexandrebrito.net.br

abração.
Alexandre Brito